Em minhas convicções encontrei a minha própria sepultura, mas entre os mortos, todos nós desaparecemos e, degradativamente, somos esquecidos. Desaparecendo em um mar anódino estão as almas dos poetas que aqui chegaram antes de mim. Comumente e silenciosamente iremos morrer neste mundo, porém nada é tão importante quanto o poder do amor e da igualdade.
Palavras são levadas pelo vento e enterradas pela areia, o que nos diferencia dos tiranos, corruptos e mentirosos são nossas atitudes e o amor ao próximo, sendo ele negro, branco, pardo ou vermelho. No entanto, a solidão é melhor do que uma vida não digna de reação ou até mesmo de uma vida inanimada, coagida e amada pelo falso amor que gira em torno de nosso mundo. Então ficaremos a sós ou nos uniremos àqueles que seguem na miséria a força do amor e da igualdade? A voz do amor é apenas um ruído, sem alguém para ouvir e sem uma multidão para alimentar, esse ruído cresce em silêncio.Muitos escolhem encontrar a sua esperança no pensamento de vida após morte, pois a maioria foi ensinada a apenas sentar e esperar por este sofrimento até a morte. Vivemos em uma era onde o sistema é totalmente falho, onde o sofrimento é constante e o amor e igualdade são incógnitas inexistentes. Tentando achar a reconciliação por trás dos muros de ódio dos quais a ira é o combustível para o sofrimento, como um céu sem cor e sobre um mar de nada, o ódio dos inimigos públicos nos atacam furtivamente com seus sentimentos apáticos. Muitos de nós desligamos a luz lá fora, apagando tudo aquilo que existe além da nossa porta da frente. Lutamos em nosso próprio reino pela identidade dos que foram enterrados pela falta de interesse, para lembrar-se das almas que se foram e que são marcadas como mera história. Até que a indignação contra a injustiça seja queimada, vamos desenhar, criar e lembrar o rosto dos poetas que no mar anódino chegaram antes de nós.
Este é o nosso reino, reino cujo qual a simplicidade não é uma maldição, reino onde a força é humilhada e o fraco é contemplado, reino onde não somos esquecidos e que é oferecido além das ruas de ouro. Este é um reino nascido de cima para baixo, este é um reino onde todos nós somos reis e rainhas, e este é um reino onde todos nós somos coroados.

O amor que deveria ser o sentimento mais puro e que mais vigorasse no mundo hoje está num âmbito pior do que inexistente. Ele é falso, as pessoas casa vez mais tem alimentado essa falsidade.
ResponderExcluirHoje o amor se desgasta, poucos podem decifrá-lo e realmente lutar por ele. Então como citou, são ruídos que não há ninguém para ouvir, então dessa maneira, as pessoas se isolam e aprendem a viver por si, construir seu reino, não se se foi nesse sentido que deseja expor,cujas modo de viver é simples e prazeroso.
Muito bem colocado o assunto que tanto afeta a cada um de nós.
Hoje, o amor em nada se parece com o que vimos em histórias da antiga literatura, onde para o padrão atual é visto como algo irreal, ou simplesmente uma loucura.
ResponderExcluirO amor ao próximo praticamente inexiste.Tudo o que vemos são amores movidos a interesses físicos e materiais do próximo.
É algo que segrega a cada dia e marca o fim dos tempos.
As pessoas se vendem,, em busca de status, poder, fama, dinheiro etc.
Seus valores morais são jogados pelo ralo e tudo é feito para causar uma boa impressão, fazendo valer a história do lobo que se veste de cordeiro.
A verdade é que todos nós somos fracos em espírito, mas podemos dizer que já fomos mais fortes antes, mas por procurarmos os meios mais fáceis de nos satisfazer, perdemos o principal: o amor próprio.
Argumentou bem à respeito. =)
As pessoas se preocupam muito com o futuro e se esquecem do presente.
ResponderExcluircara suas matérias estão cada dia ficando mais profundas...
ResponderExcluirsó que acho que você deveria dar uma maneirada nas palavras "difíceis"...
abraço...
Sim, anódino. Palavra essa que causou uma grande dor de cabeça para o autor. Poucas palavras são vistas de forma rara, porém essa, OMG, talvez tenha entrado em extinsão :o
ResponderExcluirDe qualquer forma, ótimo artigo.
Abraços,
Alan Azevedo.
Ficou muito lindo.
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